Criando e Parafraseando...

Um mundo onde se pode voar e alcançar o inatingível, ficar na ponta dos pés para tocar a luz da lua...

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Conto de fadas do Séc. XXI

Era uma vez, em um reino encantado onde tem "Carná"*, uma mocinha frágil que trabalhava como diarista em uma casa de família de médicos, para pagar o sustento de sua filhinha que ela tivera mesmo com todos os avisos/campanhas/gritos/informativos sobre contraceptivos.
Um dia, enquanto ela limpava, sua patroa falava para sua filha mais velha (que tinha mais ou menos a mesma idade dela):
- Minha filha, vá estudar.

A menina, após muito reclamar, após gritos desesperados de que havia marcado com uns amigos no shopping, que ela tinha a pior mãe do mundo e que nunca era entendida, trancou-se no quarto com seu Iphone, declamando pelo msn, em seu computador, o quanto a vida era injusta.
“Quem dera eu pudesse ter estudado.” Pensou a mocinha frágil enquanto terminava de lavar os pratos que a família deixara esparramados por cima da mesa.
Naquela noite, ela foi para casa, pegou a sua filhinha que deixara com a vizinha idosa e entregou-a a sua mãe que havia trabalhado o dia inteiro descamando peixes em uma fábrica de sardinha em lata, ligou para Jacobson, pelo seu celular cor-de-rosa que havia comprado com o bolsa-dinheiro-fácil.

- E aí, mina? ‘Tamo junto?

- Pode crê, Jacobsõ! Se encontramô na festa às dez que eu vô pegá o
236.


Naquela noite ela se divertiu com Jacobson, que não mais ligou pra ela, apesar de ter dito que o faria. Acabou engravidando novamente, apesar de ter dito que não mais o faria. E continuou trabalhando para a família de médicos que já haviam nascido ricos.
FIM
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É... Acho melhor deixar os contos de fadas pra Era Medieval mesmo.
  • *Alusão à música de Jorge Ben

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