Criando e Parafraseando...

Um mundo onde se pode voar e alcançar o inatingível, ficar na ponta dos pés para tocar a luz da lua...

sábado, 31 de outubro de 2009

Como Conquistar Alguém: Tutorial de 5 passos simples.

Como encontrar sua possível alma gêmea (ou uma curtição) em 5 passos simples:

  1. Escolha uma vítima, digo, uma pessoa. Este tutorial é como conquistar uma pessoa, não todo o estabelecimento. (Esse virá depois).
  2. Olhe e faça "rrroaarrr" com um movimento simultâneo com a mão (só uma, não seja exagerado) fazendo-a de garra. Isso irá ser tão sedutor que você já realizou mais da metade da tarefa.
  3. Este é o momento da aproximação. Faça seu olhar mais sexy e pergunte: "Opa, bão?". A própria NASA fez uma pesquisa comprovando que ninguém resiste a algo tão sensual.
  4. Puxe assunto dizendo que sua música favorita é "O Amor e o Poder" da Rosana. Se achar necessário, cante o refrão "Como uma deeeeusaaaaa, você me manteeeeem". Sim, esse passo se aplica tanto a homens quanto mulheres. Mas atenção, o refrão só deve ser cantado se necessário, se a pessoa já estiver conquistada NÃO CANTE, pois ela pode se apaixonar.
  5. De um tapa no bumbum do(a) pretendente. Quem não gosta de receber tapas de estranhos?

Pronto, com esses passos você terá conquistado alguém para uma noite tórrida de sexo selvagem embalada por sucessos extremamente sexys dos anos 80/90. Só não esqueça de trocar o seu lençol de oncinha depois.

No caso de você chegar ao passo 5 e não ter conquistado o(a) ser, caia no chão em posição fetal e chore. Você não tem salvação.

sábado, 17 de outubro de 2009

Toda Cidade Tem...

Toda cidade tem... Uma família feliz,
que uma filha, passar no vestibular sempre quis,
e a outra que só quer ser modelo, manequim e atriz.


Toda cidade tem... um moço estranhamente sensível,
que não dá bola para uma mulher incrível,
mas acha o personal da academia irresistível.

Toda cidade tem... uma mulher que com todos sai,
cujo marido ainda acha que do filho dela é o pai,
e de tanto rir dele, todo mundo cai.

Toda cidade tem... um cara que nunca vai casar,
mas que a uma moça não cansa de enganar,
e uma beata que pede perdão por com ele transar.

Toda cidade tem... um hippie que fica na calçada,
vendendo colares a dois reais cada,
e com a grana ele não come, dá uma "viajada".
Toda cidade tem... um vendedor de barraquinha,
que fica sempre perto da mesma pracinha,
e que o pedido dos clientes já adivinha.

Toda cidade tem... um bebum que todo mundo conhece,
que nem a própria mulher reconhece,
e que no dia seguinte, dos tapas dela, já se esquece.

Toda cidade tem... um lugar que passa por "balada",
em que sempre tem uma feia que pelas amigas é levada,
mas que quando bebe umas deixa de ser encabulada.

Toda cidade tem... Uma escritora que tenta ser nobre,
nisso seus próprios segredos ela encobre,
fazendo nada mais que muita rima pobre.

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Conto de fadas do Séc. XXI

Era uma vez, em um reino encantado onde tem "Carná"*, uma mocinha frágil que trabalhava como diarista em uma casa de família de médicos, para pagar o sustento de sua filhinha que ela tivera mesmo com todos os avisos/campanhas/gritos/informativos sobre contraceptivos.
Um dia, enquanto ela limpava, sua patroa falava para sua filha mais velha (que tinha mais ou menos a mesma idade dela):
- Minha filha, vá estudar.

A menina, após muito reclamar, após gritos desesperados de que havia marcado com uns amigos no shopping, que ela tinha a pior mãe do mundo e que nunca era entendida, trancou-se no quarto com seu Iphone, declamando pelo msn, em seu computador, o quanto a vida era injusta.
“Quem dera eu pudesse ter estudado.” Pensou a mocinha frágil enquanto terminava de lavar os pratos que a família deixara esparramados por cima da mesa.
Naquela noite, ela foi para casa, pegou a sua filhinha que deixara com a vizinha idosa e entregou-a a sua mãe que havia trabalhado o dia inteiro descamando peixes em uma fábrica de sardinha em lata, ligou para Jacobson, pelo seu celular cor-de-rosa que havia comprado com o bolsa-dinheiro-fácil.

- E aí, mina? ‘Tamo junto?

- Pode crê, Jacobsõ! Se encontramô na festa às dez que eu vô pegá o
236.


Naquela noite ela se divertiu com Jacobson, que não mais ligou pra ela, apesar de ter dito que o faria. Acabou engravidando novamente, apesar de ter dito que não mais o faria. E continuou trabalhando para a família de médicos que já haviam nascido ricos.
FIM
___________________________________
É... Acho melhor deixar os contos de fadas pra Era Medieval mesmo.
  • *Alusão à música de Jorge Ben

domingo, 4 de outubro de 2009

Aqueles que roubam no STOP

Hoje, domingo, dia de Deus, eu estava tranquilamente lendo o jornal, quando cheguei em um artigo sobre moda. No título dizendo alguma coisa sobre a cor-tendência ser nude. Eu já tinha ouvido falar, admito, mas só depois de ver no jornal é que resolvi saber realmente qual era a tal cor nova.
Por tradução literal, nude significa nu, em inglês. E a ideia básica da cor é mais ou menos a mesma. É, portanto, algo por volta da cor da pele, mas não necessariamente idêntica a ela. Logo, o nude pode passar de um bege-clarinho, chegando a algo mais "amareladinho", indo ainda por um "amarelo-queimado", marrom, e até mesmo quase preto. Resumidamente, nude pode ser a cor que você quiser, se você tiver argumentos para sustentar a hipótese.
E eu que já ficava confusa quando surgiam notícias de uma cor chamada fucsia? O que vai ser de bons e velhos (e bota velhos) ditados como "O que seria do azul se todo mundo gostasse do amarelo?".
"O que seria do nude se todo mundo gostasse de fucsia...?" Ficaria de boa, claro. Afinal, se der uma apertadinha de corda no pescoço, nude pode até ser fucsia também.
No final das contas, acho que quem inventa essas cores, gosta mesmo é de jogar STOP (e não é lá muito honesto).
Jogadores: "O ESTÓPE É!"
Contagem: "N!"
Ladrão de STOP: "Cor com 'n'...?? Nude! NUDE! STOP! GANHEI!!"
Mas, no final das contas, quem sou eu para falar alguma coisa? Justo eu que coloquei tantas vezes "Naquele" em Lugar...

Micro-ondas, explicação sobre o vício

Todo mundo deve ter algumas lembranças sobre os primeiros "passos" no mundo das palavras. Eu, pelo menos, lembro muito bem de quando fui introduzida no mundo das letrinhas (o "a" era amigo e o "b" barrigudo, entre outras associações patéticas). A verdade, porém, é que não foi na escola a primeira vez que quis aprender a escrever.
Nem me lembro se eu já ia para a escola, mas a primeira vez que quis aprender a me comunicar por esse "código" tão esquisito, eu deveria ter uns dois anos: Eu cheguei na sala da minha casa, determinada, com uma folha de caderno em uma mão e algo que considerava servir pra escrever na outra. Minha mãe havia chegado mais cedo do trabalho e estava assistindo a novela com a moça que cuidava de mim na época.
EU: "Eu quero aprender a escrever."
MÃE: "Então escreva."
Ela era uma santa, mas aquela novela aparentemente estava bem interessante. Obedientemente, sentei-me no sofá usando a mesinha do abajur de apoio.
EU: "Eu quero escrever... microondas." (na época ainda era
sem hífen)
MÃE: "M-I-"
EU: "?"
MÃE: "Microondas. M-I"
EU: "Mas eu não sei escrever 'ême-i'. E quero escrever
microondas."
MÃE: "Mas você só vai aprender a escrever...
escrevendo."
EU: "??"
MÃE: "Como você quer aprender se eu não te ensinar?"
EU: "???" *Choro convulsivo descontrolado*
De qualquer forma, eu levei a sério o que ela disse. E até hoje tento aprender a escrever... escrevendo.